A Telheira de Luzelos

Galeria:A Telheira de Luzelos
Tema:Ofícios Tradicionais
Fotografado em: Luzelos
Autor: Leonel de Castro

A Telheira de Luzelos

Embora seja difícil fixar a origem cronológica desta actividade artesanal em Carrazeda de Ansiães, sabe-se de concreto que no século XVIII já existiam algumas unidades em pleno funcionamento e que a actividade era bastante comum nos finais do séc. XIX nos inícios e meados do séc. XX.

Inúmeras são as referências toponímicas que nos remetem para a existências de barreiros e telheiras no concelho de Carrazeda de Ansiães, como barrinho, barro vermelho, barreira, forno telheiro, telheira de cima e telheira velha.

A actividade de produção de telha artesanal tinha um carácter sazonal, sendo efectuada durante o período de verão em unidades de reduzida dimensão e junto a locais abundantes de matéria-prima.

A notícia mais antiga sobre o funcionamento da telheira de Luzelos surge incluída num dos livros relativos à Matriz Predial Rústica. Nesse documento refere-se que “uma terça parte de um forno de telha e pertenças está indexado a Emídio de Sousa – Luzelos, 13-03-1918”

A maioria das telheiras de Carrazeda de Ansiães situavam-se junto da Estrada Nacional 214 que ainda hoje liga a aldeia de Luzelos ao centro da vila. Num espaço paralelo a esta via, onde abundava a matéria-prima argilosa, existiam a “Telheira do Lopes”, a “Telheira de Carlos Pereira”, a “Telheira dos Pereiras e Augusto Pinto”, a “Telheira do Luís Vergílio e António Luís Pássaro”, a “Telheira de Inácio e Acácio Paz” e a “Telheira de Luís Carvalho Velho e Herdeiros”.

Todas estas pequenas unidades fabricavam telha de meia-cana a partir de processos artesanais. A inovação surge na “Telheira do Lopes” que além da telha mourisca, passou também a produzir telha do tipo marselha e outros objectos cerâmicos como tijolo, púcaros de resina, tijolo burro, cântaros etc.

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Autor: © Leonel de Castro