Entrevista a Claudino Alves, tanoeiro de Samorinha

Vergar pelo fogo, a arte da tanoaria no concelho de Carrazeda de Ansiães

Fomos ao lugar da Samorinha registar em áudio o testemunho de Manuel Claudino Alves, antigo tanoeiro que exerceu durante toda a sua vida esta atividade e acompanhou as transformações decorrentes da introdução de maquinaria no processo de construção do vasilhame em madeira.

A longa entrevista realizada permitiu-nos olhar de uma forma distinta para todo este processo e associar os diferentes instrumentos e ferramentas às diferentes fases construtivas e registar as transformações decorrentes do processo de modernização.

O testemunho do Sr. Claudino Alves permitiu-nos reunir informações sobre como era realizado este trabalho inicial de preparação da madeira, ancorando todo esse seu conhecimento nos seus tempos iniciais de tanoeiro, quando ainda era ajudante do seu pai.

Foi ele que nos disse, entre tantas outras coisas, que com a raspilha “fazia-se tudo, torneava-se e fazia-se a aduela depois passava-se na garlopa para se juntar, mas na garlopa à mão… (…) Nos tampos para dar o chanfro, antes de fazer na serra, eram feitos à mão na muleta e com uma raspilha“.

Áudio:Vergar pelo fogo, a arte da tanoaria no concelho de Carrazeda de Ansiães
Gravado em:Samorinha, Carrazeda de Ansiães
Tipo:Saber-fazer
Recolha efetuada por:Isabel Alexandra Lopes
Recolha de Som:Ricardo Saavedra
Montagem e edição: Ricardo Saavedra
Produção:Museu da Memória Rural

Projeto nº 23

Áudio referente ao artigo “Vergar pelo fogo, a arte da tanoaria no concelho de Carrazeda de Ansiães”, Revista Memória Rural, nº 3, 2020, da autoria de Isabel Alexandra Lopes.

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