José Augusto Gouveia O maçorano Comendador da Ordem da Liberdade
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Resumo
Pretende-se neste artigo homenagear um transmontano-duriense, nome grande de cidadão probo que desde muito cedo percebeu as injustiças da ditadura, fazendo da luta contra esse regime político opressor o seu ideal de vida. Denodado militante antifascista, lutador pela Liberdade e pela Democracia, é filho de Maçores (1922).
Logo após o fim da 2.ª Guerra torna-se militante, desde a primeira hora, do MUD (Movimento de Unidade Democrática), num primeiro momento da sua secção Juvenil, e da Comissão Nacional do Movimento Nacional Democrático. Participa na preparação da candidatura e campanha de Norton de Matos à presidência da República (1948), aí começando o seu longo historial de hóspede dos cárceres da polícia política. Com a morte de Carmona (1951) e novo simulacro de eleições, empenha-se na candidatura de Ruy Luís Gomes, onde é considerado “candidato inelegível”. Em 1958 milita intensamente na campanha eleitoral, primeiro de Arlindo Vicente e depois de Humberto Delgado, após a desistência daquele a favor deste. Participou empenhadamente nos três Congressos Republicanos de Aveiro (1957, 1969 e 1973).
Em 1969 é um dos fundadores da CDE (Comissão Democrática Eleitoral) fazendo parte da sua Comissão Nacional, sendo no ano seguinte candidato à Assembleia Nacional pelo Distrito de Lisboa. Da sua lista fazia parte Jorge Sampaio, futuro Presidente da República.
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